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Resenha: Achados e Perdidos

  Achados e Perdidos  é o livro II da trilogia Bill Hodges do autor Stephen King. Depois de ser o protagonista em Mr. Mercedes (resenha aqui), o Det. Apos. demora a aparecer nesse livro, primeiro o autor nos coloca na cena de um crime e depois de muitos anos, Bill e Holly, que agora virou ajudante de Bill, tentam desvendar esse mistério.

  John Rothstein é um escritor famoso, autor dos livros Jimmy Gold, também uma trilogia. É sobre um personagem que sai de casa para se aventurar no mundo. John nunca gostou do sucesso, não dava entrevistas e nunca publicou mais nada, por mais que já tivesse escrito vários rascunhos de continuação da história que o tornou famoso.

  Morris Bellamy, muito fã dos livros, teve uma vida bem difícil desde sua infância. Sua mãe bem autoritária, não conseguiu mudar o pai que era um alcoólatra e adúltero. Distante de sua vida, Morris encontrou consolo nos livros e se identificou muito com o herói Jimmy Gold, porém, o último livro era motivo de ódio pra ele, detestou o rumo da história....ouvindo boatos de que o autor tinha em sua casa vários rascunhos sobre o personagem, e com a ilusão de que o autor tivesse dado um fim diferente pra ele, Morris resolve arrombar a casa, com a ajuda de dois comparsas, rouba dinheiro (mesmo que esse não era o principal objetivo), os cadernos e no fim o mata.

  Curioso para ler a continuação dos livros, mal teve tempo de pegar nos cadernos, os colocou dentro de um baú e os enterrou num terreno perto de sua casa, certo de que a poeira ia baixar logo pra conseguir lê-los sem distração e perigo algum. Mas, acaba cometendo outro crime e é preso, sem nunca ser descoberto como o assassino do autor John Rothstein.

  Nesse meio tempo, conhecemos a família Saubers, que por ironia do destino (ou não?!), vão morar na antiga casa do assassino. Tom, o pai, foi uma das pessoas que ficaram gravemente feridas no atentado do Mercedes, no livro 1, e, como não consegue arranjar emprego, precisa andar de muletas, é sua esposa, Linda, que sustenta a casa, o que acarreta em várias brigas e discussões entre o casal. Peter e Tina, os filhos, tentam fingir que nada acontece, mas está cada dia mais difícil.

  Em um dia que Peter estava caminhando por um terreno, encontra o tesouro de Morris, e fica fascinado com os cadernos do autor que foram guardados pelo garoto por mais de 4 anos. Durante esse tempo, Morris, consegue sair da cadeia e não encontrando o seu grande tesouro, começa a busca por ele.

  E é nesse momento que Bill entra na história, pois Pete começa a agir de uma maneira estrana e sua irmã busca ajuda.

 O segundo livro da trilogia é tão bom quanto o primeiro (Stephen gênio), não é uma sequência, ou seja, sem ler o primeiro o leitor consegue compreender a história. Diferente do primeiro volume, o foco aqui é em vários personagens e não só no detetive e no grande vilão.

  O autor provou mais uma vez o porquê de ser o best seller do gênero, o típico livro que a gente não larga enquanto não chega o fim!
 Que venha o livro 3!!

 Livro: Achados e Perdidos
 Autor: Stephen King
 Editora: Suma de Letras
 Páginas: 335

 Beijos e até o próximo post.
 Bá

Resenha: Mr. Mercedes

 Pare tudo o que estiver fazendo e prenda a respiração, e só soltem quando terminar de ler o post...pois foi exatamente dessa maneira que eu li o "Mr Mercedes" do Stephen King.
 Simplesmente eu não desgrudei do livro enquanto não cheguei ao fim! Há tempos eu não sentia uma conexão tão grande com um livro, daqueles que você não consegue parar a leitura, o famoso 'Só mais um capítulo',  teve capítulos que quando parava a leitura sentia meu coração acelerado, de tanta adrenalina que possui esse livro. É F-O-D-A!

 Mr. Mercedes é o primeiro livro da trilogia Bill Hodges (que inclusive já tive que encomendar o segundo) e o que prende o leitor não é tentar descobrir a pessoa que cometeu os assassinatos (já explico), isso logo nos primeiros capítulos o autor já deixa claro, mas sim, a busca do detetive aposentado Bill Hodges por saber quem foi o culpado por jogar um carro em cima de tantas pessoas.

  O livro começa narrando uma conversa entre Augie e Janice Cray, ambos acabaram de se conhecer em uma fila de candidatos para vagas de emprego. 
 Mas logo no capítulo seguinte, o autor nos mostra o porquê do título desse livro, um rapaz rouba um Mercedes e o joga em cima dessas pessoas da fila, ferindo e matando vários, inclusive esses já mencionados.

 Bill era o detetive responsável do caso, era porque ninguém nunca descobriu o autor do massacre (o rapaz arquitetou muito bem o plano, antes de abandonar o carro usou água sanitária e apagou qualquer registro deixado por ele) e ele decide se aposentar. 

 O Det. Apos. não faz nada nos dias atuais, a não ser comer, dormir, assistir programas de auditório e decidir se vai cometer o suicídio ou não. 

  Até que um dia, junto com as cartas entregues pelo correio, recebe uma de ninguém menos que o Mr. Mercedes, dizendo entre outras coisas, que o detetive falhou, o que ele sentiu ao fazer o que fez...e que ele sabe que o detetive anda querendo cometer o suicídio, ou seja, ele anda o observando, e oferece um contato, caso Bill queira falar com ele. Ele criou um nome de usário (kermistapo19) num site chamado 'Under Debbie's Blue Umbrella", deixando assim o detetive aposentado com uma pulga atrás da orelha.

 Como que Bill conseguiria conviver com isso? Esse caso mexeu demais com ele pra simplesmente descartar essa carta e voltar a sua rotina normal. Então ele decide revirar todo o passado, mexe em suas anotações, sai com seu antigo parceiro pra tentar saber se houve alguma descoberta no caso, vai atrás da família da dona do carro que foi usado no massacre...e tudo isso escondido, ele não quer que a polícia saiba, por enquanto, porque aí, como ele está aposentado, terá que se afastar. Mas para ele, encontrar esse sujeito é questão de honra agora! 

  Enfim, a história gira em torno disso o tempo todo, na busca de Bill pelo autor do crime. 

 Se você é fã do gênero, o meu conselho é: comece a lê-lo logo! Antes que o caminhão de sorvete chegue na sua rua...😉.

 Livro: Mr. Mercedes
Autor: Stephen King
Editora: Suma das Letras
Páginas: 393

 Um beijo e até o próximo post.
 Bá. 

Resenha: O Cemitério


   Olá leitores!
   Minha resenha de hoje é de um livro de terror muito, muito, muito bom!!
   Normalmente, eu leio livros assim em outubro, por ser Halloween e tal...mas quando comprei o meu exemplar, não consegui esperar, tive que ler rapidinho!!
  

    O livro é "O Cemitério" do sensacional autor premiadíssimo, Stephen King. É meu segundo livro do autor, li também "O Iluminado", e vai ser difícil escolher qual o meu preferido desses dois.

   Neste livro, o autor consegue nos deixar tão pensativos à respeito da morte que quando terminei de ler (eram 2:30 da manhã) não conseguia dormir... uma mistura de medo, não necessariamente de morrer, mas das pessoas que eu amo morrerem...e eu acho que é exatamente isso o que o autor quer causar ao leitor, duvido que você também não vai pensar em como seria se existisse um cemitério daqueles...

   Mas vamos à história...

   O livro nos conta a história de Louis Creed, um médico casado com Rachel e pai de dois filhos: Gage, que ainda é bebê e Eillen, se não me engano deve ter seus 5 ou 6 anos.
   O protagonista da história (Louis) aceita uma oferta de emprego para trabalhar na cidade de Ludlow, ser o médico de uma universidade, e resolve se mudar com toda a família para lá. Ah, esqueci de mencionar que a família possui um gatinho, o Church, que é o xodó da Ellie.
   Desde que a família chega na nova casa, algo estranho paira no ar. Ellie machuca seu joelho após cair de um balanço de pneu, e seu filho Gage é picado por uma abelha no pescoço.
   Vizinho da casa da frente, o senhor Judson Crandall decide atravessar a estrada para ajudar (a casa fica na beira de uma estrada super perigosa que é usada constantemente por caminhões da fábrica Orinco)...e aí nasce uma grande amizade.

   Algumas semanas depois da família ter se mudado para a nova casa, Jud os leva para um passeio na floresta que existe atrás da casa dos Creed, vão todos atrás do senhor para ver onde aquela trilha os levaria. Até que chegam no "Pet Semetary", o "Semitério de Animais" (sim, eu sei que a grafia está errada, mas no próprio livro é assim, pois é um cemitério criado por crianças), Jud explica que aquele cemitério foi criado pelas crianças do vilarejo para que tivessem onde enterrar seus animais de estimação quando esses morrerem. Havia vários túmulos e placas com os respectivos nomes gravados.

   Claro que Rachel não gosta nem um pouco dessa história, e isso gera uma grande discussão entre o casal, afinal Rachel perdeu uma irmã quando ainda era bem novinha, por uma doença bem cruel, degenerativa, e ao que tudo indica ela ainda não se sente bem com o assunto morte, sendo assim, não gostaria que sua filha, tão pequena, tivesse que entrar em contato com esses sentimentos ainda.

   Chega o primeiro dia de trabalho de Louis na universidade, e logo que chega, já passa por uma experiência bem traumática, um jovem Victor Pascow, é fatalmente ferido após ser atropelado por um carro, quando ele vê o corpo já imagina que não há muito o que ser feito. Nessa mesma noite, Louis, que primeiramente pensa estar tendo um sonho, encontra-se com o estudante morto, e este o leva para o "Simitério" dizendo que há mais uma trilha, que o levará para outro tipo de cemitério, mas que Louis, não importa o que precisa, não deverá passar daquele limite. Claro que quando ele acorda no outro dia, pensa ter tido um pesadelo, até que olha para seus pés e vê que os mesmos estão cheios de lama e folhagens...

   Aí o livro começa a nos assustar...rs
   Rachel e os filhos vão passar o feriado de Ação de Graças na casa dos pais, Louis não se da muito bem com seus sogros, e decide ficar em casa, quando seu vizinho o chama pelo telefone, pois encontrou um gato morto em seu quintal e teme que o mesmo seja o de Ellie. Para sua, era Church...tomando uma cerveja com seu vizinho, ele fica sabendo o que há alem daquele cemitério de bichos.

   Jud explica que era um cemitério, dos índios, e que quem fosse enterrado ali, viveria novamente...mas claro que um pouco diferente, ou seja, zumbis né? E Louis, temendo a reação de sua filha, não pensa duas vezes, mesmo que não acreditando muito nessa história toda, aceita a ajuda de seu vizinho, e vai além do ponto que Victor o alertou para que não passasse... e adivinhem? No outro dia, Church apareceu em casa! Mas claro que bem diferente, um pouco assustador e cansado, agora o gato caça camundongos, aves e está sempre cheirando muito mal, não importa quantos banhos ele tome. Claro que toda a família percebe que o gato está diferente assim que chegam de viagem, mas quem imaginaria o que pôde ter acontecido?

  Ele vive perturbado depois de ter feito isso, desejando nunca ter enterrado o gato naquele lugar...até que um trágico acidente acontece e vocês já podem imaginar o que vai acontecer a partir daqui!

   Não há mais como passar desse ponto da história sem dar spoillers.
   Pra quem é fã do gênero, esse livro é indispensável!
 
   Existe também o filme, acho que é da década de 90, ou fim dos anos 80... eu só vi o trailer, mas dizem ser tão bom quanto o livro!

 
   Espero que tenham gostado da resenha!

   Livro: O Cemitério
   Autor: Stephen King
   Editora: Suma de Letras
   Ano de Publicação: 1983
   Páginas: 423

   Beijos, Bá.
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